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Saiba mais sobre a otosclerose, doença que pode levar à perda gradativa da audição

Saiba mais sobre a otosclerose, doença que pode levar à perda gradativa da audição

11/10/2024
4 min. de leitura

Uma condição ainda pouco conhecida, que afeta o ouvido e pode causar perda auditiva, chamou a atenção nas redes sociais após a apresentadora Adriane Galisteu falar sobre seu diagnóstico e convívio com a doença.

Trata-se da otosclerose, que levou à perda de 60% da audição da apresentadora de TV. Para entender como a doença ocorre, a otorrinolaringologista Daniela Dall'Igna, do Hospital Moinhos de Vento, explica que o nosso ouvido é dividido em três partes: a orelha externa, média e interna. O som que escutamos passa por essas três partes até chegar ao cérebro, onde é interpretado. Na orelha média, existem três pequenos ossos (martelo, bigorna e estribo) que vibram para transmitir o som para a orelha interna, onde ele é convertido em sinais para o cérebro.

“A otosclerose pode interferir justamente nesse processo de transmissão do som, na orelha média, com crescimento anormal do osso causando uma diminuição da mobilidade ou até fixação do estribo, levando a uma perda de audição que chamamos de condutiva”, diz a médica.

Em alguns casos, pode ocorrer o crescimento anormal de osso ao redor da cóclea, levando também à perda auditiva neurossensorial. Diferentemente da perda auditiva condutiva, que ocorre quando o som não consegue chegar à orelha interna, a perda neurossensorial está relacionada a danos nas células da cóclea, que convertem as vibrações sonoras em sinais elétricos para o cérebro, condição chamada de otosclerose coclear.

“A otosclerose tem um componente genético, sendo comum em pessoas com histórico familiar da doença. Fatores hormonais, como gravidez, podem agravar o quadro. Embora seja comum em mulheres jovens, homens também são afetados”, complementa a otorrinolaringologista.

Sintomas da otosclerose

Daniela explica os principais sintomas da otosclerose:

Perda auditiva gradual: sintoma mais comum, em que a pessoa começa a perceber que não ouve tão bem quanto antes. A perda auditiva tende a começar em um ouvido e, com o tempo, pode afetar o outro.

Zumbido no ouvido, dificuldade para ouvir e entender as conversas, principalmente em ambientes ruidosos, sensação de pressão ou desconforto nos ouvidos e até tontura ou uma sensação leve de desequilíbrio são outros sintomas que podem ser apresentados.

Diagnóstico da otosclerose

O diagnóstico da otosclerose é baseado em uma combinação da história da perda auditiva, exames auditivos e de imagem. O otorrinolaringologista fará perguntas sobre os sintomas e examinará os ouvidos do paciente para verificar se há sinais visíveis de problemas. A audiometria é o exame mais comum, pois avalia o grau de perda auditiva e ajuda a diferenciar a perda auditiva condutiva da perda auditiva neurossensorial.

Se a otosclerose for detectada, geralmente é recomendada a realização de tomografia computadorizada para observar o crescimento ósseo anormal na orelha média e interna. A tomografia é especialmente útil para confirmar o diagnóstico e avaliar se a presença de otosclerose coclear e ajudar no planejamento do tratamento.

Por isso, se você tem um dos sintomas descritos acima, procure um médico otorrinolaringologista para avaliar a situação e lhe ajudar a entender o que pode estar acontecendo.

Tratamento da otosclerose

Existem diversas opções de tratamento da otosclerose. Eles serão oferecidos para o paciente conforme o tipo de perda auditiva (condutiva, neurossensorial ou mista) e o grau dessa perda. O tratamento pode incluir:

Aparelhos auditivos: que amplificam o som, melhorando a capacidade de ouvir e compreender a fala.

Estapedotomia: cirurgia que substitui o estribo por uma prótese, permitindo que o som volte a ser transmitido corretamente.

Próteses auditivas implantáveis: o implante coclear (para as perdas auditivas profundas) e as próteses auditivas ancoradas no osso também são opções para alguns pacientes.

A decisão sobre qual tratamento seguir deve ser tomada entre médico e paciente, de maneira individualizada, com base no quadro clínico e no resultado dos exames.
No caso de Adriane Galisteu, os sintomas começaram no terceiro ano de vida de seu filho Vittorio, hoje com 11 anos. O diagnóstico de otosclerose influenciou a decisão de não ter mais um filho, já que os níveis de hormônios femininos aumentam durante a gestação, o que pode agravar o problema.

Como a perda auditiva tende a ser progressiva e pode impactar significativamente a qualidade de vida, a otosclerose requer acompanhamento especializado. “O diagnóstico precoce permite boas opções de tratamento e melhora da qualidade de vida. A perda auditiva, se não tratada, pode afetar a interação social, capacidade de trabalho e até a saúde mental, com aumento de depressão, isolamento e até declínio cognitivo”, alerta a doutora Daniela.

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