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Outubro Rosa: saiba mais sobre a prevenção e o diagnóstico do câncer de mama

Outubro Rosa: saiba mais sobre a prevenção e o diagnóstico do câncer de mama

22/10/2024
4 min. de leitura

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres em todo o mundo, depois do câncer de pele não melanoma. Por isso, é provável que você conheça alguém que está em tratamento ou já enfrentou a doença. Apenas no Brasil, foram estimados 73,6 mil novos casos da doença em 2024, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Elas são amigas, familiares, vizinhas, mulheres que amamos e fazem parte de nossas vidas.
É por isso que, a cada ano, o Outubro Rosa busca conscientizar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico da doença, cujas chances de cura chegam a 95% de chance quando detectada em estágio inicial.

Prevenção do câncer de mama

Ainda que existam alguns fatores de risco nos quais não se pode intervir, o câncer de mama é uma doença que pode ser prevenida. A professora Daniela Lessa da Silva, do curso de Medicina da Universidade Feevale, indica a adoção de hábitos saudáveis como um determinante para evitar o aparecimento da doença. Ela aponta a prática de atividade física, a alimentação saudável, o controle da ingestão de álcool e a escolha por não fumar como os principais fatores modificáveis.
“Não conseguimos eliminar completamente a chance de desenvolver o câncer de mama, mas podemos fazer a nossa parte. E caso essa doença venha a nos afetar, estaremos melhor preparadas, em melhores condições para combatê-la”, afirma a médica.

Diagnóstico de câncer de mama

O câncer de mama é considerado raro antes dos 35 anos. Sua incidência começa a aumentar progressivamente a partir dessa idade, especialmente após os 50 anos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Se você já chegou ou passou dos 40 anos, é importante agendar a mamografia todos os anos. Em alguns casos, a ecografia pode ser realizada como um complemento para rastrear a doença, especialmente para pacientes com alta densidade mamária.

“A mamografia é o método diagnóstico mais efetivo que temos, mas ela tem sua eficácia diminuída quando a mama é muito densa, e isso é comum nas pacientes mais jovens. Todas as mulheres, mesmo as mais jovens, que perceberem alguma alteração na mama, devem procurar o médico para investigar a causa”, orienta a médica.

O procedimento é fundamental para o diagnóstico precoce do câncer de mama, aumentando as possibilidades de cura. “É o único exame que de fato pode diminuir a mortalidade dessa doença, pois consegue diagnosticar mesmo na ausência de nódulos, de alterações visíveis ou palpáveis ao exame clínico. A mamografia permite que consigamos identificar lesões mais precoces e quanto mais precoce, maior a nossa chance de cura”, explica Daniela.

Tratamento do câncer de mama

Daniela também destaca que os avanços médicos tornaram o tratamento do câncer de mama mais eficaz tanto do ponto de vista médico e técnico quanto do olhar da paciente. 

Os avanços no tratamento do câncer de mama podem ser divididos em três pilares:

  • Prevenção e diagnóstico precoce: redução da mortalidade da doença devido à mamografia. 
  • Medicamentos e tecnologias: atuam tanto nas doenças curáveis, ampliando a eficácia do tratamento, quanto incuráveis (doenças mais avançadas), aumentando a longevidade.
  • Qualidade de vida: tecnologias que ajudam passar pelo tratamento evitando a queda dos cabelos, assim como medidas de fisioterapia, educação física e nutrição que permitem que a fadiga, o cansaço, os efeitos colaterais do tratamento sejam mais brandos. Medicações ajudam a diminuir sintomas como náuseas, vômitos e alergias durante o tratamento.

Cirurgia do câncer de mama

Se no passado a cirurgia do câncer de mama já foi considerada um tabu, atualmente as técnicas avançaram e deram lugar a um procedimento menos radical. “Busca-se cada vez mais a preservação da mama, com uma cosmética que é mais satisfatória para as pacientes. Também houve diminuição de tratamentos agressivos como o esvaziamento axilar, um procedimento que retira vários linfonodos da axila e pode deixar sequelas como dor, edema e peso no braço. Hoje, isso raramente é necessário”, diz a médica.

O tratamento seguinte à cirurgia do câncer de mama também avançou, como no caso da quimioterapia e da radioterapia, de acordo com Daniela: “as técnicas de radioterapia, por exemplo, têm tido uma melhora significativa ao longo dos anos, causando menos efeitos colaterais, melhorando a qualidade da pele da mama tratada e agregando muito no tratamento e na cura da paciente.

Atualmente, o maior entendimento da biologia molecular do câncer de mama permite a realização de tratamentos cada vez mais adequados a cada tipo de tumor. “Já é possível determinar com mais precisão o perfil molecular do tumor, compreendendo melhor quem tem mais ou menos risco, quem pode ser poupada de tratamento. Por outro lado, alguns tumores parecem pequenos mas, eventualmente, têm um comportamento mais agressivo”, afirma a médica. 

O aumento da longevidade da população, no Brasil e no mundo, indica que os casos de câncer de mama serão cada vez mais comuns. Por outro lado, haverá cada vez mais recursos para tratá-los. “A cada dia surgem melhorias e medidas locais também que podem ser agregadas durante o tratamento. É uma área realmente muito promissora. Nós estaremos cada vez mais preparados para tratá-lo”, indica Daniela.

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